Síndrome do teratoma crescente
Doença neoplásica rara caracterizada por massas metastáticas benignas que aumentam em tamanho e número após quimioterapia para tumores de células germinativas não-seminomatosas do testículo ou ovário. Pode surgir a qualquer momento após a quimioterapia, com ocorrência mediana em 24 meses após o término do tratamento. Por definição, a amostra alvo da resseção contém exclusivamente componentes de teratoma maduro e os marcadores tumorais séricos normalizaram. O retroperitoneu é o local mais comum, embora tenha sido relatada a sua presença em praticamente qualquer localização. O aumento do tamanho do tumor pode causar compressão mecânica de órgãos vitais, sendo a disfunção renal, a isquémia intestinal e a obstrução biliar as principais complicações.